Estação Primeira de Mangueira
Compositores, passistas, presidentes, porta-bandeiras. Cinquenta personagens que construíram a Estação Primeira — e que a história oficial deixou para trás.
V.1 — Bambas da Estação Primeira de Mangueira
Pesquisa em arquivos, entrevistas raras e convivência direta com a comunidade. Um documento histórico.
O que está dentro
A Mangueira não é só verde e rosa.
É Alfredo Português ensinando samba ao menino que criou como filho.
É Aluízio afinando violões no Buraco Quente.
É Carlos Cachaça firmando com Cartola parceria que atravessou décadas.
É Babaú fundando escola em quintal alheio.
É Dona Neuma criando ala de criança quando ninguém pensava nisso.
É Jamelão atravessando quatro décadas com a mesma voz.
É Delegado dançando contrariado com Mocinha até render-se à parceria.
Este livro não é cronologia nem catálogo. É conversa aos pés do morro sobre quem fez a Mangueira grande — cinquenta vidas que se cruzaram entre barracos, ensaios, botequins e avenida.
Gente que compôs, dançou, organizou, resistiu. Nomes que brilharam nos desfiles e nomes que a literatura do samba esqueceu, mas que o morro não esquece.
Escrito por quem convive, pesquisa e carrega a verde-rosa no peito, este primeiro volume antecipa o centenário da Estação Primeira em 2028. O segundo, já em preparo, vai percorrer os carnavais da escola desde 1929.
Aqui tem samba, tem luta, tem memória viva. Tem a maior escola de samba do planeta contada por quem a fez — e por quem não sai dela.